Artigo de opinião por Ana Almeida para o Jornal PT Green
Durante décadas, habituámo-nos a olhar para a reciclagem como o pilar central da economia circular: não apenas uma responsabilidade ambiental, mas também uma forma de maximizar o valor económico de materiais como o alumínio, o plástico e o vidro. E, de facto, foi e continua a ser essencial. Desde os anos 90, impulsionada por metas europeias, sistemas de responsabilidade alargada do produtor e uma pedagogia pública eficaz, a reciclagem tornou-se num mercado avaliado em cerca de 64 mil milhões de euros na Europa em 2025 e num gesto quotidiano para milhões de portugueses. É um modelo de negócio baseado no volume, dependente do consumo contínuo e da produção permanente de resíduos.
Mas será suficiente na década que vivemos?
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